Terça-feira, 24 de Maio de 2016

Grevistas ou ignorantes, num país sem rei nem roque

Portugal que tinha todas as condições para ser um país rico, próspero e feliz atirou, inconscientemente, os portugueses para o lamaçal da mais asfixiante miséria quase comparável à da Primeira República de que o Soares e o Cunhal se diziam continuadores.

Portugal continua sem rei nem roque.

As palavras lançadas displicentemente, num momento em que valia tudo para cativar aderentes, tornaram ainda mais confusos os pequenos cérebros daqueles que pensaram que tinha chegado o el dourado e que a Primeira República tinha sido exemplar.

Para alguns chegou. Conheço gente que foi reformada aos quarenta anos, logo a seguir ao bacanal imprevidente, para assegurar as manifestações. Hoje com 77 ou 78, alquebrados por nada fazerem, já nem força têm para ir a manifestações ou mesmo votar. Chegaram à conclusão que, a tristeza que os consome, os levará ao suicídio porque a sua vida não teve utilidade e a reforma já mal lhes dá para viver decentemente.

Muitos insurgem-se contra os militares, que fizeram o 25 de Abril e que foram reformados em coronéis ou generais, cujas reformas, quase da mesma altura, engordaram com o passar do tempo.

Os grevistas deitaram fora milhões de euros sem daí tirarem proveito. Ao mesmo tempo ajudaram a afundar os trabalhadores com menos recursos.

A proibição, das greves na Primeira República, deixou de funcionar porque os primeiros Governos tinham feito delas bandeira e o povo apanhava que se fartava, mas fazia as greves que o prejudicavam ainda mais.

Com a Ditadura militar em 1926, as greves foram proibidas, mas as dificuldades eram muitas. Salazar entrou em 1928 para Ministro das Finanças e ao ser convidado para Presidente do Conselho em 1932 continuou a proibição. Achava que as greves eram criminosas pois os únicos prejudicados eram sempre os trabalhadores.

Quando os 320 estivadores insistem nas greves desde 2012, sabendo que o porto de Lisboa está paralisado e que o prejuízo é de centenas de milhões de euros é sinal que a ignorância desta gente é abissal e que mais dia, menos dia teria de haver um despedimento coletivo. Foi o que aconteceu apesar do Governo ser de Esquerda.

Estar com contemplações com teimosos seria apoiar o erro que o PS não pode cometer. O dinheiro não é elástico e tem promessas a cumprir.

Temos de abdicar dos nossos interesses para que a pobreza não se espalhe como a sarna e aqueles que estão bem hoje, amanhã rapem erva.

 

Anterior “A Europa não pode ficar de costas voltadas para a Rússia”

C.S

publicado por regalias às 05:56
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