Sábado, 5 de Janeiro de 2019

Há mais de 30 mil postos de trabalho vagos

Estou convencido que dentro de poucos anos só irá trabalhar quem quiser. E não estou a brincar. É mesmo a sério.

Eu sou viciado no trabalho. Qualquer trabalho, desde o mais simples ao mais complicado dá-me muito gozo.

Não descurando as viagens e outros prazeres, o trabalho sempre me segurou à vida para melhor a compreender e desfrutar.

É verdade que, se não tivesse tanto trabalho, já teria acabado um livro que rebola há quarenta anos com os relatos dos sucessos e insucessos de uma vida à procura da resposta, por que nela entrei.

Trabalhando, estudando, viajando, rindo e sofrendo; mas sempre trabalhando, estudo-me a mim e aos outros. Mas ainda não compreendi por que nos encontramos num Universo sem princípio nem fim, e a nossa origem.

Com tantas perguntas e trabalho, tenho o tempo todo preenchido. Se mais tivesse, mais tinha onde o aplicar.

Ao ouvir que nos Centros de emprego há mais de 30 mil vagas à espera de outros tantos desempregados, disse para mim: Há qualquer coisa que me escapa. Se os portugueses não ocupam as vagas é porque eles sentem já o cheiro desta Europa do futuro, sem guerras, prosperidade e muitos substitutos mecânicos que garantirão boa vida, salário elevado, estudo e pensamento para usufruir o jardim das delícias.

Em outros países, como a Holanda e o Canadá, os jovens depois dos 18 anos e cursos terminais recebem um subsídio que lhes permite tornarem-se independentes dos pais e poderem viajar para outros países.

Ainda há tempos uma mãe Canadiana criticava o Governo por estas mordomias. Por esse motivo a filha tinha-se desviado dos seus conselhos.

A jovem foi presa em Portugal e acusada de ser correio de droga. (Do livro "Visitas ao Poder" de Maria Filomena Mónica - Quetzal Editores). No final - penso eu - o Juiz sensível aos argumentos, à dor de mãe e à juventude absolveu-a.

Não sei quando as benesses chegarão a Portugal. Quando quis explicar a um Conselho de professores que, mais cedo ou mais tarde, as Escolas portuguesas seriam lugares de brincadeira e de aprendizagem, caiu o Carmo e a Trindade. Voltei-lhes as costas. Nunca tive paciência para burros obstinados.

Os 30 mil postos de trabalho vagos estão à espera de 30 mil imigrantes tal como fazem os Ingleses ou os alemães com os refugiados. Ensinam-nos a trabalhar e fazem dos seus próprios países o Éden.

Um dia todos os povos do mundo terão a possibilidade de fazer o mesmo.

Veremos se é assim ou se eu estou a viver de ilusões.

 

Anterior “Rebanhos de grevistas espojam-se na ignorância”

C.S

publicado por regalias às 05:20
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1 comentário:
De DP a 5 de Janeiro de 2019 às 13:41
Concordo plenamente com o blogue escrito. Empregos há muitos em Portugal, só que muitos portugueses não os querem, pela sua remuneração e também os horários de alguns empregos não agradar. O governo sabe muito bem que ao virem imigrantes ocuparem as vagas de emprego, esses mesmo podem contribuir para a riqueza e crescimento do país. Só não trabalha quem não quer, e os imigrantes agradecem a entrada imediata nesses empregos.


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