Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

Humor, beleza e graça em tempo de crise

Quando o tempo não é para graças e a tristeza nos acabrunha há sempre alguém que mantém a raça e em duas ou três penadas nos levanta o ânimo pela escrita, com desenhos saborosos que têm o condão de modificar o nosso desalento pela palavra solta, feliz e cheia de boa-disposição.

Desde há alguns anos que oiço o “Portugalex” da Antena 1 por volta do meio-dia e vinte. Há, por volta das 7h57 a mesma charla, mas como me aborrece ouvir o apresentador que começa com o noticiário das 7, até às 11 horas não frequento o espaço porque o homem, além de se enganar mais vezes do que é normal, soa a falso. Sou franco. Não o suporto.

Mas quando tenho grande necessidade deste aperitivo matinal, faço os possíveis para acertar no horário do “Portugalex” que tem mantido o élan sem baixar a qualidade.

O CARTOON DO DIA da página inicial do SAPO é visita obrigatória, antes de começar a folhear este jornal imenso que a Internet oferece.

A imaginação do cartoonista é excelente e as bolhas sobre o tema surpreendem pela maneira assertiva como conjuga o texto com a imagem. Julgo mesmo que O CARTOON DO DIA faz morrer de inveja muitos psicólogos que gostariam de ter a mesma perceção do ser humano que o autor deste trabalho.

Para qualquer destes exercícios: o desenhado, o falado e o escrito é necessário possuir uma liberdade total, não pisar com pezinhos de lã; escrever e desenhar com o sentido da mensagem válida que pode agradar a todos ou, uma vez agradar a gregos, e outra a troianos.

Os do Charlie Hebdo insistiram em dançar sobre um monte de explosivos.

O caricaturista e o humorista sabem que, com o fanatismo das religiões, tudo pode acontecer quando a ignorância não é capaz de separar a brincadeira, a hilaridade com a superstição.

A aprendizagem da verdade é muito complicada para aqueles cuja cegueira religiosa os impede de compreender por exemplo que a subida de Maomé ao céu, montado num cavalo branco e ter voltado à terra é uma imagem para mostrar o seu poder e não a verdade do astroequídeo.

Em 1935, Cunha e Sá, escreve o livro “Pólvora Sem Fumo” com o subtítulo Ironias e Humorismos e acrescenta ainda na capa “O riso é a melhor terapêutica do espírito”. Todo ele está cheio de graça e de sabedoria. O penúltimo capítulo é o máximo, quando todos são muito bons.

Neste tempo de raivas, acusações, frustrações nada melhor do que esta gente de grande habilidade e galhofeira para desanuviar e acreditar que isto é só fumaça, como diria o almirante Pinheiro de Azevedo, quando já sentia o rabo a arder e a Revolução Abrilista cheirava a esturro.

C.S

publicado por regalias às 06:50
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