Quarta-feira, 29 de Junho de 2016

Judeus são naturalmente inteligentes, mas pouco fiáveis

A ingratidão é outro traço pouco simpático do povo escolhido por Deus, a quem nunca devia ter agradecido.

Salazar e Moisés Amzalak que fizeram tudo para os proteger e levar os mais corajosos para a Palestina com barcos portugueses ou fretados a Bensaúde, nem adeus lhes disseram. Preferiram elogiar o Cônsul Aristides Pereira que, tal como outros Cônsules, tinha autorização para proteger todos quantos pudessem, sem colocar em perigo a segurança nacional.

Aristide Pereira exagerou. O judeu Rothschild, que era banqueiro mas não gostava de ser explorado, queixou-se em Londres e ao Ministério dos Negócios Estrangeiros Português.

Londres enviou um ofício a reprovar a atitude e a sublinhar que isso poderia trazer graves problemas para a Península Ibérica.

O irmão gémeo, César Sousa Mendes, foi Ministro no primeiro Governo de Salazar e eram bastante amigos. Tinha de se levantar um auto de averiguações. Aristides acabou por ser exonerado com o vencimento de um pouco mais de 1500 escudos. O que equivalerá hoje a cerca de 7000 Euros. Ao Aristides, os Judeus agradeceram-lhe.

Lembrei-me desta maneira de proceder ao ler que Joseph Hirt, durante dezenas de anos fez conferências contando como era a vida no Campo de Concentração de Auschwitz. Pintou todos os horrores que entendeu e, certamente, mais verdadeiros do que aqueles que a imaginação fabricou.

Joseph Hirt ao ser confrontado por um professor de história americano, que estudou ao pormenor todo o passado do sinistro lugar, verificou que o Hirt nunca lá tinha estado. Os seus relatos não passavam de invenção.

Tenho bastantes amigos judeus. Sempre os admirei pela inteligência, pela graça e pelo poder de sobrevivência que demonstraram em mais de dois mil anos vagueando pelo mundo e sofrendo purgas tremendas, umas vezes por culpa própria, outras pela bestialidade e ignorância dos homens.

Quando Mário Soares os homenageou e pediu perdão junto à igreja de S. Domingos em Lisboa, pelos crimes incitados pelos frades que açularam o povo, o Soares devia ter obrigado a Igreja a assumir o crime, se queria mostrar magnanimidade.

De todos os judeus que conheço e com quem por vezes tentava descobrir como é possível que um povo com tantas capacidades e tão inteligente, de repente cometa erros que quase os faz desaparecer. Só o João Alfredo Donas de Sá Pessoa, que foi para o Brasil como professor e lá ficou graças à bênção Secretário de Estado da Cultura, David Mourão Ferreira, me respondeu:

- É o sangue.

Neste momento, mais preocupado do que as mentiras do Hirt preocupa-me a amizade de Israel com os Turcos. Estes não são flor que se cheire.

 

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C.S

publicado por regalias às 05:56
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