Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2017

Liberdade democrática para esconder fortunas

Depois do extravagante Golpe que tomou o nome do 25 de Abril, mas que tinha sido concebido como uma reivindicação salarial, tudo foi gizado atabalhoadamente e facilitado por Marcello Caetano, que já tinha avisado Spínola e Costa Gomes, que mais outro Golpe como o das Caldas, ele lhes entregava o Governo.

Como Homem de palavra, cumpriu o prometido.

Apesar das farroncas revolucionárias, eles viram-se forçados a esperar que Spínola chegasse e Marcello lhe entregasse o poder para que o Governo não caísse na rua, segundo as suas próprias palavras.

Se Spínola não aparecesse, as valentes tropas regressariam a quartéis porque não havia pão para malucos.

Infelizmente Spínola apareceu, depois de muita hesitação.

O velho e caduco General percebeu naquele instante que a história de Portugal ia gravar os seus anos mais negros.

O I Governo de Palma Carlos estava condenado desde que chegaram Soares e Cunhal. A nenhum lhes agradava o Homem, apesar de terem formado o I Governo com alguma gente que oferecia confiança. Durou menos de dois meses, de 16 de Maio de 1974 a 11 de Julho de 1974.

A partir de 17 de Julho, a loucura toma conta do país, pelas rédeas do Comunista Vasco Gonçalves que consegue dirigir o Governo como quer, dizer as baboseiras que entende e as ameaças democráticas que lhe vêm à cabeça. O homem está respaldado pela Cintura Industrial, pelos comunistas de Cunhal e pelos militares de Melo Antunes que promovia todos os aderentes a postos a que nunca chegariam se não fosse ele.

O Vasco manejou o II, III, IV e V Governos enquanto Melo Antunes e Álvaro Cunhal acharam que o homem lhes servia. Quando viram que o General já não dizia coisa com coisa e o caso se poderia tornar muito grave, deram-lhe um chuto e ele morreu de tristeza numa casa com todas as mordomias e na piscina onde nadava.

Os salvadores da Pátria, das Liberdades e da Democracia foram o Soares, o Cunhal e os seus testas-de-ferro.

Ao primeiro, os mais néscios chamam-lhe o pai da democracia. Daquela democracia que chegou para enriquecer todos os portugueses, mas que só encheu os bolsos das elites, que escondem o pecúlio, para que os dois milhões de pobres, criados pelos tubarões lhes estampem na cara a liberdade democrática para empobrecer.

O Cunhal não passou de um escarro humano.

Neste começo do ano de 2017, alguém tem de resolver a situação.

A esperança está em Marcelo Rebelo de Sousa e em António Costa.

Mais do que paninhos quentes, todos querem ideias, trabalho e mundo onde encontrar sustento.

Não me parece difícil encontrar a solução. Aqueles que escondem as fortunas que o Estado lhes propiciou, agora tratem de arranjar a mezinha para pagar aos credores internacionais e fazer de Portugal o País de sonho e próspero que todos ambicionamos.

 

Anterior “Portugueses são os melhores dos melhores, diz Marcelo”

C.S

publicado por regalias às 06:22
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