Terça-feira, 16 de Abril de 2019

Museu em Peniche recorda 45 anos de confusão

Observador, o jornal digital que está sempre em cima do acontecimento, é bem composto e de leitura obrigatória.

Todos os dias lhe passo os olhos por cima. O tempo é escasso.

Ontem ou anteontem li que o Museu de Peniche, o das terríveis e trágicas torturas do feroz Salazar ia arrancar depois de 43 anos a marinar nesta confusão de promessas e mar salgado.

Deve continuar parado outros 43 se ao museu não se juntar uma unidade hoteleira de alta qualidade e alta rentabilidade.

Insistir no erro é populismo do mais crasso e abrutalhado que só a ignorância não compreende e os videirinhos pagam.

O Domingos Abrantes, que foi comigo a Cabo Verde, sabe perfeitamente que o PC não resistiu a coisíssima nenhuma. O fascismo não existiu, a menos que ele considere todos os militares fascistas por serem eles os senhores da Censura. O Domingos Abrantes ouviu em Cabo Verde lamentarem por os termos abandonado. Se os Governos de Salazar fossem assim maus, como eles inventaram, não diriam o que afirmo.

O Museu de Peniche, sem hotel para estrangeiros endinheirados, vai servir para manter a Memória viva destes 45 anos e os desmontar desde o PREC às greves que prejudicaram sempre os trabalhadores e nunca serviram de qualquer utilidade até às armas roubadas por comunistas e socialistas. É para isso que vai servir o Museu.

Não resisto a lembrar um episódio da viagem a Cabo Verde.

Na delegação Parlamentar a Cabo Verde cada Deputado recebeu 1000 dólares para despesas. Para encurtar razões, eu gastei 30 euros nuns calções de banho. Quando chegámos a Portugal, passados dias fui ao tesoureiro para lhe devolver 970 dólares. Ele disse-me para voltar para o Grupo Parlamentar que depois falava comigo. Como não apareceu, passados dias fui ter com ele decidido a deixar o dinheiro na tesouraria. Ele apareceu muito aflito.

Acabou por me dizer que nunca ninguém devolvia qualquer quantia e que eu era o primeiro o que lhe ia causar graves problemas, apesar de eu insistir que o dinheiro pertencia ao povo.

Depois de pensar como resolver a situação, quando cheguei a Tomar chamei uma empregada, a Manuela Cartaxo e disse-lhe para saber quanto a Maria Fitas devia à Segurança Social. A mulher tinha-me dito que não se podia reformar se não pagasse o que devia. Depois de resolver esse assunto, dividi o dinheiro em duas partes; uma foi entregue à Casa dos Pobres e outra parte à Banda Nabantina, fundada em1874, da qual eu tinha sido Presidente dois anos antes.

O dinheiro era do povo, tal como os três milhões e meio de euros que vão enterrar no Forte, que fica mais fraco por não ser rentável e o povo continuar numa catastrófica liberdade miserável.

E aqui, para nós, que ninguém nos ouve, ó Domingos Abrantes, desculpe a frontalidade, o único símbolo do fascismo que ainda subsiste são aqueles que sempre existiram: os sociais-fascistas comunistas.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:11
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