Quarta-feira, 16 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal X

D João III-1521-1557, envia para o Oriente Homens de extrema confiança com a função de Vice Reis, António da Silveira, D João de Mascarenhas, D João de Castro.

O Império começa a ser cobiçado pelas potências estrangeiras.

D João III envia Martim Afonso de Sousa para Terras de Santa Cruz (Brasil) com a finalidade de as proteger dos franceses. Divide a Terra em Capitanias e manda-as povoar. Aqui os judeus têm a sua oportunidade para escapar à desconfiança e ao medo que lhes descobrissem a fé que continuavam a professar. Oferecem-se de imediato para ir para o Brasil. Aí arranjam fortunas colossais que canalizam para a Holanda onde já está uma grande comunidade Judaica de Sefarditas portugueses.

O Papa Paulo III autoriza a criação do Tribunal da Inquisição ou do Santo Oficio que era perito em descobrir Judeus e os enviar para a fogueira.

Mas D João III, além de ser um administrador prudente, tanto na política interna como na externa, era um humanista.

Em Paris, no Colégio Universitário de Santa Barbara, cria 50 Bolsas de Estudo. A inteligência portuguesa atingiu o apogeu com homens e mulheres que marcaram aquela época não só em Portugal como no estrangeiro. Os portugueses eram disputados com avidez. Cito alguns nomes, para aqueles que quiserem saber mais os possam consultar na Internet ou nas Bibliotecas e assim melhor compreender o valor dos seus antepassados. O Portugal de ontem, como o de hoje só falha quando é mal Governado:

Rui de Pina, Gil Vicente, Garcia de Resende, Sá de Miranda, Pedro Nunes, João de Barros, André de Gouveia, André de Resende, Fernão Lopes de Castanheda, D João de Castro, Bernardino Ribeiro, Garcia da Orta, Brás de Albuquerque, Damião de Góis, Jerónimo Osório, Vasco Fernandes, conhecido por Grão Vasco e Mulheres como a Infanta D Maria, Paula Vicente, Hortênsia de Castro.

Por este conjunto de gente se vê como um Governo competente faz crescer a inteligência e o bem estar dos povos em honestidade e prosperidade.

D João III ao verificar que o enorme bulício dos mercadores afetava a concentração dos estudantes, muda definitivamente a Universidade de Lisboa para Coimbra e preocupa-se com o desenvolvimento do Brasil. Para aí envia os Jesuítas, especialistas no ensino e na cultura dos povos.

Em Portugal, tal como no Brasil, o número de escolas aumenta nos grandes centros urbanos.

O Império é imenso, a gente muito pouca. D João III resolve abandonar as praças do Norte de África, Álcacer Ceguer, Arzila, Azamor e Safim.

Mas as relações entre os Chineses e os portugueses são tão amistosas e produtivas que os Chineses nos entregam Macau para aí nos fixarmos permanentemente.

D João III apesar de ter nove filhos, seis homens e três mulheres, nenhum dos varões lhe sobreviveu. Os casamentos entre familiares próximos explica essa tragédia. Só um deixou um filho póstumo, D Sebastião,

D Sebastião 1568- 1578, A tara do rapaz vai fazer que Portugal acabe por ficar sob o domínio dos seus familiares espanhóis por direito próprio.

A tragédia conta-se em poucas palavras. O rei tem quatro anos. Até aos dezasseis ficam como regentes a mãe e o Cardeal D Henrique seu tio avô.

Em 1575 no Brasil são atribuídos os primeiros graus académicos no Real Colégio da Baía.

D Sebastião ao tomar as rédeas do Governo acha que o avô D. João III cometeu um grave erro ao abandonar as praças do Norte de África. Ele visita-as, disfarçado de mercador e resolve voltar a conquistá-las.

O Cardeal D Henrique tenta tudo para ele não o fazer. Recusa-se mesmo a tomar conta do Governo. Os conselheiros fazem o mesmo e o próprio Filipe II de Espanha, tenta-o desviar da ideia dizendo-lhe para casar, ter filhos e só depois voltar a pensar no assunto. Mas fanáticos e burros não ouvem ninguém.

Portugal vai entrar em sessenta anos de luto e sofrimento-

Coloque a máscara. Vale mais comer pão seco do que aceitar promessas de libertinagem degradante.

 

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C.S

publicado por regalias às 08:06
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