Quinta-feira, 17 de Junho de 2021

Nascimento, reis e crescimento de Portugal XI

O Cardeal D Henrique 1578-1580 - Depois da derrota em Álcacer Quibir e para evitar o que acabou por acontecer, pediu ao Papa que o dispensasse das Ordens sacerdotais para poder casar e ter filhos. O Papa negou-lhe a autorização.

A seguir à derrota o país foi devastado por várias epidemias, seguidas de fome, de intrigas e de traições.

À candidatura ao trono português apareceram vários pretendentes.

Filipe II de Espanha era o que tinha mais possibilidades de rapidamente solucionar os problemas de Portugal e o Cardeal deu-lhe o seu apoio. Mas tudo correu mal. Febo Moniz, Procurador de Lisboa às Cortes, reunidas em Almeirim, demonstra que Filipe II náo serve ao País, mas o Clero e a Nobreza votam a favor de Filipe II. Entretanto o Cardeal D. Henrique morre amargurado com o destino de Portugal. Filipe II de Espanha resolve atuar da maneira mais simples e mais rápida, comprando os opositores, através de Cristóvão de Moura, com a a promessa de ser elevado a Marquês de Castelo Rodrigo. Filipe II envia um forte exército que ocupa Elvas para evitar batalhas.

O Conselho de Estado reúne-se de urgência em Setúbal, mas os Governadores do Reino que tinham recebido de Cristóvão de Moura sete mil ducados, cada um, boicotam todas as decisões. Mas em Santarém, o Bispo da Guarda incita à defesa e propõe que D. António, Prior do Crato, que era filho bastardo de D.Luís, e neto de rei, seja proclamado rei.     

A 16 de Julho de 1580, o Duque de Alba toma Setúbal e cerca Lisboa. D. António dá-lhe combate e é vencido na batalha de Alcântara.

O nosso maior poeta, Luís de Camões, morre também neste ano. Os sofrimentos da Pátria tinham-lhe agravado a sua débil saúde. Não resistiu.

Filipe II de Espanha 1580-1598. Tinha acabado a Dinastia de Avis, e iniciava a curta, mas dramática Disnastia Filipina.

Filipe II chega em Dezembro de1580. Em 18 de Março de 1581 reúne Cortes em Tomar. Promete tudo, mantém todos os funcionários portugueses e afirma que todos os direitos seriam respeitados. Não contou foi com os ataques que os outros países como a França, a Inglaterra e os Países Baixos atacassem todos os domínios portugueses, onde nós tínhamos pouca gente, com a desculpa que agora atacavam domínios espanhóis.

Filipe II quer agradar aos portugueses e gasta imenso dinheiro na criação da chamada Invencível Armada para acabar com os ataques e nos defender, mas tudo está contra e a Invencível foi vencida. A partir daqui, o rei esmoreceu, mesmo assim ainda envia para a Índia como Vice-Rei Matias de Albuquerque que consegue defender muitas zonas de comércio dos ataques de Ingleses, Franceses e Holandeses que saqueiam tudo quanto podem e aumentam os seus domínios coloniais à custa do esforço português.

Filipe II não consegue acudir a todo o lado.

Sucede-lhe Filipe III 1598-1621 que principia a enviar funcionários espanhóis para o território português. Para abrandar o descontentamento, nomeia o fiel Cristóvão de Moura como Vice Rei de Portugal. A situação agrava-se. Em Espanha a situação não é melhor.

Sucede-lhe Filipe IV 1621-1640 que entrega as decisões do Governo ao Conde Duque de Olivares que nomeia a Duquesa de Mântua Vice Rainha de Portugal. Esta apoia-se no Português Miguel de Vasconcelos para os trabalhos mais antipáticos. O povo está cada vez mais desesperado e incita os fidalgos a revoltarem-se.

O País está empobrecido, humilhado, desesperado. Preferem a morte que tal sorte. Em Évora começam os incitamentos à revolta dirigidos por um louco, o Manuelinho. Os fidalgos compreendem que não têm alternativa. A 16 de Outubro formam uma Junta onde se encontravam D Antão de Almada, João Pinto Ribeiro e Pedro Mendonça para decidir como dar o Golpe. Ffalam com D. João Duque de Bragança que aceita encabeçar a Revolução depois da Insistência da mulher, a espanhola Luísa de Gusmão, que fica célebre por lhe ser atribuída a frase “vale mais ser Rainha por uma hora do que Duquesa toda a vida”. Mas outras mulheres, como D. Filipa de Vilhena e D, Mariana de Lencastre mostram-se decididas a acabar com o desespero. Armam os próprios filhos e com a dor na alma incitam-nos a combater os espanhóis que tão mal tinham governado.

No dia 1 de Dezembro de 1640, os fidalgos Jorge de Melo, Estêvão da Cunha e António de Melo e Castro submetem as sentinelas. Mas o Corregedor Francisco Soares de Albergaria dá vivas a El-rei Filipe IV. É imediatamente morto. Acontece o mesmo a Miguel de Vasconcelos, que é atirado da varanda para o povo que se tinha começado a juntar.

À Duquesa de Mântua dizem-lhe que Portugal não reconhece outro rei senão o Duque de Bragança. A Duquesa quer impor-se, Dizem-lhe, delicadamente, para acatar a decisão.

A Duquesa pergunta-lhes altivamente: manda-me sair a mim? E de que maneira? Carlos de Noronha. Outra vez, com delicadeza. Responde-lhe: obrigando Vossa Alteza a que se não quiser sair por aquela porta, tenha de sair pela janela.

Coloque a máscara. Com as mulheres todo o cuidado é pouco. São flores sensíveis e muito inteligentes. Sem elas não existíamos.

 

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C.S

publicado por regalias às 08:05
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