Sexta-feira, 9 de Agosto de 2019

No país do faz-de-conta, tudo é indiferente

Embora poucos acreditem, nós vivemos no melhor país do mundo.

É também o país do faz-de-conta, da imaginação e da fantasia.

É um país de poetas que, quem canta, só aproveita o trivial em vez de escolher bons poemas e boas músicas para trazer valor acrescentado, assim como temos bons futebolistas e um Prémio Nobel.

O português faz tudo desinteressadamente.

Descobrimos o mundo e misturámo-nos com os autóctones de iguais para iguais quando eles aprenderam aquilo que sabíamos.

As diferenças nunca foram grandes e por isso a grande amizade, ainda hoje, com todos os países que colonizámos.

Se não fossem os judeus a rentabilidade do Brasil e o seu desenvolvimento só teria sido feito mais tarde. Enriqueceram, foram para a Holanda e fizeram de um atoleiro, um dos países mais ricos do mundo. O português faz tudo com calma, com prazer, o prazer de sonhar com o som das árvores embaladas pelo vento e o perfume das flores que entram corpo dentro e dão aos portugueses a alegria da proporcionalidade.

Com tantos fascistas, que os sociais-fascistas que vieram do frio inventaram, se houvesse fascistas em Portugal tínhamos comido Cunhal e todos os energúmenos que puseram os portugueses a pão-e-água.

Quase conseguiram fazer retroceder à miséria da Primeira República. O caminho da prosperidade, da paz e segurança que Salazar e Marcello conseguiram com Governos sérios que seguiram uma estratégia de desenvolvimento e de industrialização do País ímpar nos países em desenvolvimento.

Mas o país voltou ao faz-de-conta, sem se ralar com o que acontece.

Os médicos querem fazer greves? Façam as greves que quiserem até se fartarem. As enfermeiras querem fazer greves. Façam lá as greves. Quantos médicos e enfermeiros houver em greve menos doenças aparecem. Ninguém se chateia.

E os camionistas? Os camionistas também. Se houver acidentes e eles arderem, quem é que os vai chorar? Ninguém. Cospem-lhes e rogam-lhes pragas, mas não lhes fazem mal, deixam-nos arder em paz e sossego. Tudo é indiferente.

Agora estamos na fase do país de faz-de-conta. Quem aguentou 45 anos também pode aguentar mais um ou dois.

Logo que possa vou até Odemira ou Vila Nova de Mil Fontes, até ao Monte dos Parvos gozar a paz dos campos, do rio, do mar e meditar sobre este Paraíso perdido, mesmo juntinho ao Oceano.

 

Anterior “Liberdade menos livre. Até os cães são obrigados à trela”

C.S

publicado por regalias às 20:15
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

17
18
19

20
21
22
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. No País dos loucos salvem...

. Profissionalismo, a admir...

. O ser humano comete erros...

. Não deixem morrer a exper...

. Direita e Esquerda domina...

. Aproveitem a ocasião: ins...

. Portugal, políticos, poli...

. Portugal nas mãos de Cost...

. Cavaco e os pindéricos co...

. Legislativas foram uma de...

.arquivos

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

blogs SAPO

.subscrever feeds