Quarta-feira, 16 de Setembro de 2020

O estudo é o melhor remédio para enfrentar o perigo

Quem mais sabe, menos teme. O conhecimento dá força. O ignorante é sempre um fraco. Não vive a vida dele porque não a tem. Não vale nada. Por isso tenta viver a vida dos outros, falando deles e do que não sabe.

A prudência e a inteligência conseguem evitar os perigos, a doença e os azares, utilizando meios para os evitar:

Usam a máscara, evitam ajuntamentos, respeitam as distâncias. Em cinco palavras: não facilitam o perigo invisível.

Os jovens de hoje, ouvem mais os pais. No meu tempo não havia Televisão, rádio, nem Internet. Não havia em Portugal e não havia no resto do mundo. Nesse tempo os jovens faziam muitos mais erros por inconsciência, porque não havia distrações. Tínhamos de passar o tempo. Não mediamos as consequências dos atos.

Ainda hoje tenho um sinal, já um pouco esbatido, no meio da testa, quando o António Fonseca, admirado pela sua pontaria afirmou que nunca falhava. Nessa altura, Guilherme Tell, herói Suíço era o exemplo da coragem e da pontaria. O Fonseca e os amigos com quem brincávamos, convenceram-me a colocar na cabeça uma maçã e ele com um tiraço da espingarda de pressão de ar, que andava sempre com ele para fazermos concursos de tiro ao alvo.

Nesse dia resolvemos aumentar a parada. O sorteio escolheu-me a mim. Bem tentei escapar. Tive o pressentimento que ia levar chumbada. Perante a minha hesitação, chamaram-me medricas e lá fui eu para o calvário, com uma caixa de fósforos na cabeça, à falta da maçã.

O Tó Fonseca fez pontaria. Ao premir o gatilho riu-se por uma piada do Salgueiro. O chumbo não me derrubou, mas encheu-me de sangue.

Muito aflitos, queriam levar-me ao hospital ou ao doutor Barbas que vivia perto do jardim.

Nem pensar. Se os pais soubessem nunca mais víamos a pressão de ar. Um deles, à falta de qualquer instrumento cirúrgico, serviu-se de um pequeno pau, partido à mão. Com uma das guias foi escarafunchando o buraco ensanguentado.

Quando tirou o grão de chumbo pude lavar bem a fonte sanguínea num dos bebedouros que havia no jardim, até que o sangue parou, assim como as brincadeiras daquele dia. Todos estavam preocupados com aquilo que meus pais iriam dizer. Felizmente que só anos mais tarde é que minha mãe reparou que eu tinha um buraquito no meio da testa. Mas como já estava sarado, eu disfarcei com outras conversas e o sinal cá está.

As brincadeiras eram bem mais tolas do que as de hoje.

Felizmente que o estudo e os meios de Comunicação evoluíram muito e só é ignorante quem é teimoso.

O Covid 19 não pode ser mais inteligente do que a juventude de Portugal.

 

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C.S

publicado por regalias às 05:20
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