Domingo, 29 de Maio de 2016

O que motivou o aparecimento da União Nacional?

Depois de ter lido “As Elites em Portugal” de J.A. Oliveira Rocha e “Gabirus, Badamecos e Galifões” de Borges de Pinho, no Correio do Minho, achei por bem apresentar o que motivou a União Nacional.

Salazar sabia que para salvar Portugal da miséria teria de construir um Estado forte sem ser violento. Devia recorrer a uma fórmula diferente.

E escreve “O Partido único, conduzindo ao totalitarismo do Estado, está claramente fora da nossa doutrina e da nossa ética política.

A União Nacional não será, pois, Partido único, nem sequer Partido.

Mas regime sem Partidos, equivale a Regime sem política?”

E Salazar define “Chamemos política ao conjunto de meios de natureza individual ou coletiva pelos quais a consciência pública é levada a um estado de adesão com os objetivos do Governo e colabora com o Poder na sua realização.

Ainda quando o Governo trabalhasse exclusivamente com base em conclusões das ciências positivas, a política teria sempre o seu lugar na condução das sociedades humanas para obter a obediência voluntária dos homens, a adesão do seu espírito, a força do seu apoio, o contributo dos seus sacrifícios.”

Marcello Caetano que tinha sido indigitado para ser o primeiro Presidente da União Nacional compreende perfeitamente Salazar e daí conclui:

“Não se tratava de uma força de Governo, mas de um aparelho de ligação entre o Governo, que procurava inspirar-se nos interesses nacionais e o povo titular desses interesses, de modo a dar consciência à Nação da ação Governativa e procurar retificar nesta os desvios que, na prática, se pudessem verificar relativamente às intenções”

Para todos aqueles que ainda repetem a ladainha do cafajeste Cunhal e falam em ditadura e Salazar Ditador, várias vezes Salazar sublinhou que autoridade e ordem não se podem confundir com a Ditadura da URSS, da qual Cunhal era rafeiro subserviente.

Salazar, com a Constituição de 1933 plebiscitada, acabou com a Ditadura Militar e, quando viu que Santos Costa podia ter essas intenções, manteve-o afastado do poder para que as Forças Armadas continuassem subordinadas ao poder civil.

A União Nacional era, na verdade, antipartidária, porque o povo estava contra os Partidos e o sistema Parlamentar que acusava de todos os males da Primeira República. Os intelectuais da “Seara Nova” propugnavam mesmo a Ditadura, a qual veio a verificar-se com a Ditadura Militar.

Havia que criar um elo de ligação entre os interesses do povo e o Governo.

 

Anterior “Recordação do 28 de Maio, noventa anos depois”

C.S

publicado por regalias às 06:41
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