Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015

Os crimes da Mortágua e do Costa são de ignorância

Não coloquei no escaparate o inefável Augusto Santos Silva porque senão inchava o título, aumentava-lho o ego e o rapaz podia rebentar de presunção.

Não quero dizer com isto que tenha preferido o anterior Ministro dos Negócios Estrangeiros. Nem pensar. O homem foi pouco menos que um desastre. Eu tremia sempre que ele abria a boca.

Acreditei pois que este Silva, da enorme família dos Silvas portugueses, apesar de ser bastante desbocado até podia ser um bom substituto do Machete. E foi até que voltou aos dislates. Lamento que o homem embora bom palrador seja mau psicólogo e não compreenda que na oposição dar biqueiradas no Governo é uma coisa, quando se está no Governo fazer figura de parvo para salvar a face, seja de que colega for, é imaturidade. Deixa de governar para palavrear.

Lembro-me da ginástica que fez no Governo de Sócrates para defender aquele anjo. Não pode continuar nessa linha. É Ministro dos Negócios Estrangeiros.

A Mortágua ao chamar crime às decisões incompreensíveis do Governo anterior levanta em mim toda a lembrança de crimes cometidos a seguir ao 25 de Abril e, fervo na revolta de todos os erros cometidos, desde a criminosa descolonização exemplar feita à pressa como se colonizados e colonialistas não valessem nada e por isso lançados aos bichos para que as bichas os comessem. Foi o que aconteceu aos povos da Guiné, de Angola e Moçambique onde, posteriormente, morreram milhões enquanto na feroz guerra colonial, que durou treze anos, as vítimas não chegaram aos dez mil.

Se a Mortágua quiser perguntar ao seu camarada do lado e agora no Conselho de Estado, Domingos Abrantes, o que os naturais de Cabo Verde diziam quanto ele foi a esse país independente numa delegação chefiada pelo saudoso e bem-disposto Vasco da Gama Fernandes, ele responder-lhe-á que eles perguntavam constantemente: “por que nos deixaram”.

Eu vivi e assisti ao que afirmo. Não defendo a não independência dos territórios Ultramarinos, só que devia ser feita com ponderação.

Saudei o Costa com esperança e pouca desconfiança. O português esquece facilmente as garotadas, as pequenas traições quando a inteligência se sobrepõe às ninharias, mas o Costa está a começar a dar à costa e a meter água com a TAP e com os insultos ao anterior Governo, igual a todos os que se espojaram nos gabinetes da insanidade durante quarenta e um anos.

O Costa se quer ser gente tem de mostrar mais valor, mais sabedoria e honestidade do que os do passado, se não o fizer, o Costa não passará de bosta. Podia ter ficado só pela traição ao Seguro. Era lembrado na mesma, sem ter traído Portugal.

Esperemos que o juízo lhe volte ao coco.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:13
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