Domingo, 28 de Fevereiro de 2016

Os políticos têm sarna para se coçar e contagiar

A miserável Primeira República, 1910-1926, deixou como única herança à Ditadura Militar: muita sarna para se coçar, piolhos e respetivas lêndeas, lombrigas e dezenas de milhares de pobres.

A Ditadura Militar não conseguiu dinheiro para desparasitar as vítimas nem arredar os parasitas de duas pernas que teimavam em não largar o terreno que eles sugavam no meio da miséria e da sujidade do país.

Lembra-me perfeitamente que em 1942, desde o começo das aulas, o professor José Manuel Landeiro, quase todos os dias passava revista às orelhas, cabelos e unhas dos alunos.

Os piolhos e as lêndeas eram frequentes. Nesse ano houve um surto de lombrigas e nem eu escapei, apesar de todos os cuidados de minha mãe.

O Estado Novo foi incansável na luta por um País saudável. Havia hospitais em quase todas as sedes de Freguesia. A minha vila não fugiu à regra.

Quando li que nas escolas da Baixa da Banheira havia um surto de sarna não me admirei. Aquela zona foi das mais fustigadas pelos políticos que o sarnoso Cunhal e a seita acoplada infetaram.

A sarna trouxe a droga, o caos, a perversidade, a inquietação que quase destruiu todas as ambições dos portugueses e os tornou indiferentes aos acontecimentos. A reagirem, seria de maneira tão violenta, que o próprio país se poderia desintegrar.

Este Governo mirabolante do Costa é aceite como um desfastio. O Português tinha necessidade de rir, senão rebentava. Costa deu gozo.

Salazar foi o único que compreendeu bem o povo; primeiro, porque era extremamente inteligente e, segundo, porque tinha saído do povo e lhe conhecia as angústias e revoltas.

Salazar ao escolher António Ferro para o Secretariado da Propaganda Nacional deu-lhe carta-branca. Ferro foi até onde entendeu. Ele que na democrática Primeira República tinha sido censurado e a sua peça de teatro “Mar Alto” proibida de ser representada foi o escolhido por Salazar que o sabia um vanguardista. Nunca lhe cerceou a ousadia.

Os teatros enchiam-se e as revistas do Parque Mayer eram pródigas em críticas, chalaças e anedotas sobre o Primeiro-ministro.

Salazar, mesmo podendo não gostar, nunca proibiu que cada um se expressasse como entendesse. Ele sabia que o povo tinha necessidade de rir, de desabafar, de ganhar confiança.

O Costa tem também um povo que tem necessidade de acreditar nele.

Se o Costa não aproveitar a maré, sem demagogia e convencendo os sarnentos a comportarem-se como políticos competentes para cimentar, numa legislatura, a credibilidade da Esquerda acaba, e durante mais cinquenta anos alguém aparecerá para pôr ordem na casa.

 

Anterior “A estupidificação do Bloco de Esquerda”

C.S

publicado por regalias às 06:15
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Maio 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9

13
14
15
17
18
19

21
23
24
25
26

27
28
29
30
31


.posts recentes

. A orquestra da infâmia e ...

. Na lixeira onde vivemos r...

. A Ditadura portuguesa na ...

. Soares e Leite, entre o g...

. Lifestyle do Observador; ...

. Donald Trump no ponto de ...

. Zhou Qunfei, louvor e adm...

. A morte saiu à rua nas aç...

. Carlos Xistra, um problem...

. Manada; o sexo e o homem,...

.arquivos

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

blogs SAPO

.subscrever feeds