Até ao final deste ano muita coisa tem de mudar em Portugal.
Quarenta e cinco anos de promessas que nunca foram cumpridas e que desesperam todos aqueles que acreditaram que Portugal nunca descesse tão baixo, de modo tão indecoroso e quase sempre com gente a elogiar tudo aquilo que se fez, mas que nunca foi usufruído pelo povo.
A corrupção política e militar vão sendo destapadas, a medo, pela Comunicação Social. Ontem li o esquema da Força Aérea, há muito conhecido. A extensão aos outros ramos é enorme.
O português sempre compreendeu as pequenas ofertas como agradecimento de pequenos favores. Depois do 25 de Abril essas ofertas transformaram-se em corrupção astronómica que delapidaram os cofres do Estado. Mas os Governantes garantem que vivemos no melhor dos mundos quando Portugal deve mais de 251 mil milhões de euros e a vida está cada vez mais complicada para os dois milhões de pobres em morte lenta, a que temos de juntar cerca de seis milhões que vivem de aflitos sempre à espera que o bom tempo chegue.
Corruptos, atenção: ou mudam de vida ou mudem de país.
Não consigo ver nada de bom neste 2019. Os meus presságios não me costumam enganar. Espero que este não acerte.
Um daqueles, que ainda hoje me entristece, escrevi-o como um conto que entreguei ao Manuel da Silva Guimarães para o ler e o discutirmos, como fazia com outros livros. O título era “Esta noite vou matar o Primeiro-Ministro”, e não é que Sá Carneiro e Amaro da Costa morrem naquela mesma noite, estupidamente na queda de um pequeno avião?
O Manuel apareceu-me logo de manhã em casa, antes de ir para a Escola Industrial Jácome Ratton, onde dava aulas. Tinha lido o conto e disse-me: “como é que tu inventas uma coisa destas, com aqueles pormenores?”
Pedi-lhe o texto, que estava manuscrito. Normalmente escrevia numa velhíssima máquina Remington portátil, que ofereci, há poucos anos, ao Museu Municipal da Máquina de Escrever da Golegã. Ele respondeu: "já rasguei aquela merda antes que te acusem de ser o assassino.” Estou convencido que o Manuel não rasgou. Para ele os papéis eram sagrados.
Foi dos grandes choques da minha vida. Tinha uma admiração imensa pelo Adelino Amaro da Costa, um Homem bom e dos mais inteligentes que conheci. Sá Carneiro, o Primeiro-Ministro, foi com ele por acaso.
Recordei-me do episódio, por ter medo dos meus sonhos sobre Portugal.
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C.S
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