Sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Portugal continua desorientado

Bem pode a simpática ministra das Finanças tentar acalmar os insurretos dizendo que o desemprego baixou três pontos, que a austeridade acabou e que o buraco aberto pelo Tribunal Constitucional está fechado que poucos ficarão convencidos que vai tudo navegar num mar de rosas.

E aquilo que dói e enfurece é que o povo teve tudo na mão para ser rico, instruído e feliz e tudo vai perdendo porque os seus defensores e conselheiros iniciais em vez de pararem as reivindicações que lhes garantiram os direitos adquiridos à força, não pararam com a luta, não asseguraram o trabalho. Pelo contrário destruíram todo o tecido empresarial e aí está o povo com uma mão adiante e outra atrás e a gritar que o Governo é uma cambada de gatunos quando eles é que se roubaram a eles próprios a mando do PC e dos sindicatos a ele adstritos.

E o que é mais grave é que a loucura prossegue a outro nível, mas não pára.

Umas vezes são os médicos, outras, os enfermeiros, outras, médicos e enfermeiros, os pilotos, os funcionários públicos, gente que devia ter mais cultura do que a boçalidade comunista que nada entende de política e que vai para onde o Comité Central ou a CGTP os mandar.

E eu digo que é mais grave porque o dinheiro não cai do céu e a casa da moeda deixou de fabricar o metal sonante. 

Os funcionários públicos estão sujeitos àquilo que Bruxelas ache que devam ganhar. Se não cortam de uma maneira, cortam da outra.

É a Democracia. E democracia, sem dinheiro, é gaita que não assobia.

Bruxelas insiste que estamos a viver acima das possibilidades, alguns estarão, mas outros há muito que estão a viver nos limites da sobrevivência.

No entanto como hoje a vigilância é universal e tudo se sabe, quando em Berlim ou Bruxelas veem o que aconteceu no meeting dos jovens com telemóveis de topo de gama e linguagem desbragada, eles pensam: esta gente anda doida. A liberdade que eles queriam é a libertinagem que as redes sociais mostraram com o incitamento linguístico que nunca, nos anos cinquenta do século passado e nas casas de passe se ouvia.

Portugal não pode continuar o país desorientado que todo o mundo conhece e de que se aproveita. As empresas que mais estabilidades apresentam são as compradas por estrangeiros e onde o trabalhador trabalha e sabe cumprir as regras. No Estado, cada um, faz o que quer.

Que vai acontecer? O Estado vai vender. Vai privatizar. Mas não é só com este Governo que isso acontece. Desde 1976 todos os Governos fizeram o mesmo. O que foi roubado em 1974 e 1975 e nacionalizado acabou tudo por ser entregue porque Portugal não é um cóio de ladrões. Os bens nacionalizados têm sido vendidos ao preço da uva-mijona porque os Sindicatos não dão oportunidade que se faça de outra maneira.

A Ministra das Finanças lançou o primeiro grito da esperança. Veremos o que acontece. Mas a continuar as greves, de certeza que não vamos longe.

C.S

publicado por regalias às 05:26
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Novembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
13
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. Fascismo sem fascistas e ...

. Cunhal teve ideias premon...

. António Ferro, como era d...

. Deputados palhaços ou Dep...

. Quanto tens, quanto vales

. Incompetência ou falta de...

. Isto não é um mundo de ge...

. Esplendor de Portugal atr...

. Catalunha é mais poderosa...

. No País dos loucos salvem...

.arquivos

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Março 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Julho 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

blogs SAPO

.subscrever feeds