Desde 1962 que a CEE tentava que Salazar chegasse a acordo para a entrada no clube dos ricos. Mas Salazar, que nasceu pobre, desconfiou sempre da esmola por ser demasiado grande e oferecer boa vida, campos incultos e barcos em terra. Resistiu sempre à tentação. Todos os indicadores falhavam o objetivo: não garantiam mais prosperidade a Portugal. Preferiu dar passos seguros em direção ao futuro.
Cavaco, assente no poleiro desde 16 de Novembro de 1985 a 28 de Outubro de 1995, deslumbrado com os 9 milhões que chegavam fresquinhos, todos os dias e que entre 1986 e 2011 atingiram os 80,9 mil milhões, resolveu aplicá-los em autoestradas, centros de congressos, rotundas, hospitais, pavilhões, tribunais, parques industriais, aumento na quantidade de funcionários públicos e aumento de respetivos salários.
António Guterres chamou-lhe política do betão e simpatia. Mas ele que no galinheiro de São Bento também assentou arraiais de 28 de Outubro de 1995 a 2 de Abril de 2002, seguiu a mesma política despesista. Quando viu a quantidade de disparates que tanta gente inteligente tinha cometido, cansado, destroçado, derrotado não teve mais que lançar o grito lancinante dos falhados ao não conseguirem governar Portugal porque não conseguem entender o povo. Gritou de lágrimas nos olhos “Demito-me para evitar que o país caia num pântano político!”
E o homem foi pregar para outra freguesia.
Foi pregar para o mundo. Foi escolhido para Alto-Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, onde a sua ação tem sido altamente meritória e reconhecida e louvada em todos os países.
Seguiu-se ao António Guterres, entre 6 de Abril de 2002 e 17 de Julho de 2004, o José Manuel Durão Barroso que, numa visita rápida aos cantos da casa, percebeu que não tinha ponta onde lhe pegar. Dinheiro ainda menos.
O país estava de tanga. A sua boa estrela acenou-lhe com um lugar na Comissão Europeia. Durão agarrou-o com as duas mãos. Sampaio aliviado assinou o despacho.
Muitos pensaram que Durão ia dar tanga como Presidente da Comissão Europeia. Erro absoluto. Foi uma dos melhores Presidentes que por lá passou. Sinal do sucesso: as condecorações que recebeu de muitos países.
É o destino de Portugal e dos Portugueses dirigir o mundo amando-o e entregando-lhe toda a sua inteligência e toda a sua capacidade de trabalho.
Sucedeu a Durão Barroso, Santana Lopes, entre 17 de Julho de 2004 a 12 de Março de 2005. Nem conseguiu aquecer o lugar. Foi despejado pelo democrático Jorge Sampaio que assim abriu, mais uma vez, o caminho ao socialismo, que tantos milionários tem produzido entre os grandes do Partido, naquela irmandade de gente dúbia e pouco confiável.
E o povo? Contínua de tanga e a bater palmas.
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