Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015

Recordações de um tempo feliz com dificuldades

Há duas Nações que amo como amo meus pais, meus filhos e meus netos: Portugal e Espanha.

Ao recordar e saborear o prazer que tanto vivi em Portugal como em Espanha sinto que renovo. E a vida teima em não terminar.

Vi sair Portugal e a Espanha da miséria que uma Primeira República, 1910-1926 e uma guerra Civil, 1936-1939 atiraram para o rebotalho dos países, ditos civilizados.

A recuperação de Portugal começa em 1928 com a entrada de Oliveira Salazar para Ministro das Finanças e arranca em força em 1932 quando é escolhido para Presidente do Conselho (Primeiro-Ministro). Ao agregar ao seu Governo e Ação Social Homens como Duarte Pacheco e António Ferro, Portugal cresce em desenvolvimento, progresso, esperança e alegria. Portugal passou de um país triste, bisonho e de morte na alma para um dos países mais felizes do mundo apesar das dificuldades com que se defrontava no dia-a-dia, agravadas pela Guerra Civil espanhola, logo seguida pela Segunda Grande Guerra e a grande invasão de refugiados, que só aqui encontravam em Portugal o porto seguro, que nenhum outro país europeu lhes assegurava; bem pelo contrário eram metidos em campos de concentração sem quaisquer condições de salubridade.

Em Portugal, foram acarinhados e apoiados tanto em Lisboa, Caldas da Rainha, Cascais, Nazaré, Porto onde os portugueses tiravam o pão da boca para que nada faltasse a esses infelizes.

A Espanha, de 1945-46 para onde comecei a ir passar férias, ainda vivia o luto. As ruas e praças de venda de produtos alimentares eram mantos negros de tristeza, sem queixas nem lamentos de um tempo trágico, onde as casas em ruínas, carros, autocarros e comboios a cair de cansaço eram o espelho da insensatez dos homens.

Vi Portugal e Espanha crescerem. O primeiro mais rápido e de maneira mais doce, a segunda mais lenta e mais ríspida, mas que todos aceitavam como necessária à recuperação. Os mortos da Guerra Civil tinham sido tão violentos que perduraram pelos tempos que ninguém queria recordar.

A partir dos anos sessenta do século passado a Espanha ganhou velocidade. O país ganhou prazer de viver.

Eu que nunca admiti a Democracia permissiva que aceita morrer ou ficar estropiada, mas recusa matar os assassinos, melindrei toda a Assembleia da República quando votei sozinho a favor da Espanha que condenou à morte três assassinos.

Por mais esforços que fizesse para me violentar não consegui. Era aceitar que a Espanha voltasse ao crime e a ficar nas mãos de assassinos.

Depois das promessas e enganos do 25 de Abril só agora, contradição das contradições, eu que tinha zurzido o António Costa, volto a acreditar num Portugal renovado para que a alegria e o conforto voltem ao lar de todos os portugueses.

 

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C.S

publicado por regalias às 11:08
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