Quinta-feira, 18 de Julho de 2019

Ruinas, grafitis, simpatia, Governantes e retretes

Comparar a beleza e o cuidado das Estações dos Caminhos de Ferro Portuguesas, no Estado Novo e as de hoje é como achar uma agulha num palheiro.

No Estado Novo tudo era incentivado. Havia até um concurso para galardoar a Estação mais bonita do País.

Os desnorteados depois do 25 de Abril de 1974, em vez de prosseguirem o trabalho feito por Salazar e Marcello Caetano resolveram dar largas à libertinagem chamando-lhe liberdade.

Ontem, meti-me no comboio, e de Estação em Estação só parei em Corroios onde almocei com o meu amigo Chartier que me fez uma visita guiada pela simpática Vila, da qual falarei em outro dia.

Hoje vamos às ruinas, às grafites, aos Governantes e às retretes.

Por todo o caminho rodoviário, a mistura entre a beleza da paisagem e a degradação dos edifícios é confrangedor.

Somos um país de turismo, não um país de maltrapilhos, porcos e descuidados que deixamos à mostra as chagas de uma revolução de doidos, falo da revolução política dos incapazes que nem para chamar a atenção e obrigar à limpeza servem.

Os grafitis desde as Estações da CP às da Fertagus são de pouca vergonha, impunidade e desleixo.

Não há ninguém, desde os Chefes de Estação aos Conselhos de Administração, que veja o que está à vista de milhares de portugueses e milhares de turistas que chegam de todo o mundo?

A simpatia dos trabalhadores destas Companhias não chega para fazer esquecer a vandalização do ambiente e horroriza até os mais distraídos.

Tenham paciência, senhores Governantes, vocês não vivem fechados no eremitério de São Bento e dentro dos gabinetes acolchoados dos Ministérios e das Secretarias de Estado.

Vocês não têm vergonha da sujeira espalhada pelo País?

Se não têm sou capaz de desencadear uma campanha para vos obrigar a meter o nariz nas retretes da Estação do Oriente, na parte superior, aquela que liga as escadas rolantes às linhas dos Comboios.

É do mais asqueroso, vil e impróprio que possam imaginar.

As portas estão cheias de riscos Em três, duas estão sem os puxadores, só com os buracos. O aspeto é do mais ignóbil que possam imaginar.

No tempo que ali estive à espera para aliviar a bexiga, chegaram 16 ou 17 estrangeiros que se foram embora porque em dois devia estar gente a dormir e num dos gabinetes de micção e defecação estava um estrangeiro de muletas que levou tempo e paciência a sair do estábulo que verifiquei estar limpo no interior.

Senhores doutores do Governo, se não verificarem o que se passa sobre os assuntos aqui respigados, através dos assessores, são Vossas importantes Excelências que mais dia, menos dia terão de meter o nariz nas retretes e na merda.

 

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C.S

publicado por regalias às 06:16
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2 comentários:
De Carlos Pereira a 18 de Julho de 2019 às 12:47
Confirmo o que diz porque estive lá ao seu lado “eternamente” à espera que um dos “residentes” das retretes saísse. Acabei por me ir embora com o intuito de me “aviar” noutro sítio enquanto o Senhor ficou à espera. Espero que não se tenha mijado todo.


De Carlos Pereira a 19 de Julho de 2019 às 08:33
Confirmo o que disse nesta crónica em relação aos WC da Estação do Oriente até porque estive ao seu lado alguns minutos à espera que os três “residentes” que ocupavam as retretes acabassem o seu malcheiroso “trabalho”.
Eu fartei-me de esperar e resolvi “aviar-me” noutro lado. O Senhor resolveu ficar à espera. Espero que não se tenha mijado todo.


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