Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2014

Salários escandalosos na Primeira República (1910-1926)

Na Primeira República, os políticos e amigos aumentavam os salários tentando não dar nas vistas, mas em 1920 o Governo quis voltar a aumentar os vencimentos.

O povo soube, faz grandes manifestações, mostra-lhes as mãos vazias enquanto eles enchem os bolsos.

A situação é idêntica à dos dias de hoje em que depois de os políticos se terem aumentado como entenderam e permitido que gestores das empresas do Estado recebessem quatro e cinco vezes mais do que o Presidente da República, este Governo chegue a taxar a 40 por cento as pensões acima dos 7150 euros, o que leva que quatro mil e vinte e cinco desses milionários tente impedir o Governo de o fazer dizendo que defende o povo, que é taxado a 3,8 por cento. Na verdade, eles só estão a defender as suas próprias mordomias.

Em 1920 os sindicatos da CGT e da USO (União Socialista Operária) preferem o caos e a desordem gritando que o poder devia estar nas mãos dos trabalhadores.

O problema é que a maioria dos trabalhadores era inculta e os chefes sindicalistas pouco mais sabiam.

Sem estudos funcionam sempre mais a nível de braços do que de cabeças.

Só o estudo e o conhecimento aumentam a inteligência e fazem funcionar o raciocínio.

Fazer compreender isto aos trabalhadores tem sido difícil.

Os sindicalistas enfrentam a GNR a tiro, mas barcos ingleses aproximam-se da costa e mostram-se decididos a não permitir que os comunistas tomassem o poder. Imediatamente a CGT é encerrada.

O Presidente da República e o Governo lançam uma campanha patriótica com o mote “Trabalhar, Economizar, produzir”, mas os trabalhadores, influenciados pelos sindicatos não seguem o apelo porque os do Governo não davam o exemplo.

Em Abril entram em greve o pessoal dos Arsenais do Exército de Terra e Mar, os corticeiros, os estucadores e decoradores, os metalúrgicos e os da Companhia de Carris de Lisboa.

É lançada a primeira pedra para uma fábrica de cimentos em Maceira-Liz e a Casa de Lotarias de José Maria do Espírito Santo e Silva passa a Banco com o nome de Banco Espírito Santo (BES).

Como o Governo não tem suporte para imprimir dinheiro, autoriza que as Câmaras Municipais, Misericórdias e algumas associações ponham em circulação dinheiro em cédulas, ou seja, a fazer emissões fiduciárias sem a respetiva cobertura em ouro.

A Legião Vermelha incita à greve e às bombas. As desordens são diárias. São assassinados vários juízes.

António Granjo, depois de muito pressionado aceita formar Governo.

Em Agosto dá-se a revolta da fome. É um sério aviso para os Governantes.

O Governo está tremendamente endividado. A Inglaterra é o maior credor. Não há dinheiro para pagar dívidas, nem coragem e sensatez para encontrar soluções.

A tragédia paira no ar.

O Jornal comunista “Bandeira Vermelha” continua a incitar à revolta.

Em Dezembro rebentam bombas por todo o lado. Ninguém andava seguro fora de casa.

No meio do caos e da miséria há alguns que enriquecem rapidamente. São os comerciantes açambarcadores e os protegidos dos políticos.

Neste ano de 1920, o Governo muda oito vezes.

A bancarrota está à porta.

C.S

publicado por regalias às 13:33
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