Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Salazar, o futebol, o fado e o Povo

O Povo que a Primeira República tinha atirado para o patamar mais baixo da classe social, apelidando-o de canalha, recupera toda a sua pujança com Salazar, também ele povo, sem quaisquer direitos e condenado ao trabalho braçal.

Mas todo o ser humano tem uma origem comum, nasce nu, sem chocalho ao pescoço e com as mesmas capacidades que qualquer outro ser, seu semelhante.

Salazar, tendo subido a pulso ao teto dos mais inteligentes e capazes, ao ser chamado pela Ditadura Militar a tomar conta das contas onde nunca havia dinheiro para dar de comer ao povo e desenvolver o país, e mal chegava para pagar a políticos e militares, Salazar só pede que o deixem trabalhar em sossego e acreditar na sua inteligência e honestidade.

Ao fim de um ano de trabalho árduo e muito complicado consegue colocar as finanças em dia.

Até 1974 nunca mais houve saldos negativos. A moeda portuguesa, que antes não valia nada passou a ser uma das mais fortes do mundo.

Arrumada a casa e já com uma indústria, um comércio e uma agricultura em plena expansão, para absorver toda a mão-de-obra disponível lança-se, com o ministro Duarte Pacheco, na modernização do País.

Aparecem as habitações sociais, os bairros sociais de Alvalade, Caselas, Encarnação, Madredeus, as Escolas, manda reparar monumentos em ruínas, castelos, constrói pousadas, organiza a rede de transportes, moderniza os Correios e Telecomunicações, abastece de água Lisboa, manda irrigar as terras mais produtivas, levanta o estádio Nacional, o Parque de Monsanto, um dos pulmões da capital, a Fonte Luminosa, a marginal Lisboa-Cascais, a autoestrada Lisboa-Vila Franca de Xira, a Casa da Moeda, o viaduto de Alcântara, o Instituto de Oncologia, o Aeroporto de Lisboa, repara e aumenta a capacidade dos portos. Funda o curso Superior de Arquitetura.

Com toda esta multiplicação de obras, Salazar combate o desemprego.

No povo aproveita duas figuras emblemáticas para mostrar que o ser humano é todo igual a despeito da cor da pele.

No panorama Português Amália e Eusébio vão ser as duas figuras que sobressaem para que o povo acredite em si, que não tenha medo de mostrar de quanto é capaz.

Contrariamente àquilo que o Golpe do 25 proclamava, a igualdade e a fraternidade entre todos os portugueses, um calhorda infame e desprezível, Cunhal, insulta os portugueses que por qualquer motivo tinham lugar na história: D. Afonso Henriques era fascista, Camões era fascista, Pedro Álvares Cabral era fascista, Amália era fascista.

O povo respondeu a este crápula exigindo que Amália, uma mulher simples do povo, ficasse no Panteão Nacional, ao lado de reis, escritores e dos mais altos vultos da nossa história.

C.S

publicado por regalias às 05:17
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