O português distingue-se dos outros povos. É mais do ser do que do ter.
O que significa isto? Que os portugueses privilegiam mais a qualidade de vida, o aconchego familiar, uma pequena courela, a paz, a liberdade de dizer uma chalaça do que amontoar fortunas.
Preferem a calma e o suficiente para viver do que explorar à ganância.
É certo que esta visão está a modificar-se e os corruptos são o exemplo.
Verificamos isso quando comparamos a exploração de todas as nossas ex-colónias, com as colónias exploradas pelos outros países europeus.
Eu discuti este assunto com o Professor José Hermano Saraiva, a propósito do livro “Salazar, vítima da ignorância”, que escrevi, noite e dia, por causa do concurso o “Maior Português de sempre, da RTP1” e Salazar começou a ser enxovalhado para que ele nunca ganhasse. Aconteceu o contrário
E o Professor Herman Saraiva quis falar comigo porque tinha escrito nesse livro, que D. João II em vez de guardar ciência e marinheiros, deu à rainha Isabel de Espanha, todas as informações do que ia acontecer. Portugal e Espanha, dividiram o mundo.
A história é grande. Este assunto fica para outro dia.
Hoje estamos em Vale de Cabrão onde existe a maior reserva lítio da Europa e, se assim for, uma fortuna imensa para Portugal e para os investidores que ali terão de desembolsar centenas de milhões de euros para extrair o precioso metal.
Mas os portugueses, 150, que por ali vivem, segundo o Presidente da Câmara de Boticas, que está ao lado destes inocentes, preferem o mexilhão do rio, que não faz barulho, e o lobo Ibérico que come as ovelhas e as cabras e o Estado as paga e não bufa.
Os do Vale de Cabrão estão na mesma linha de uma seita de coitadas que está contra os vistos Gold, quando todos os países da Europa os desejam. Mas as ditas virgens ainda têm chorudos salários; os do Vale de Cabrão têm mais ar para respirar do que quaisquer outras mordomias.
São assim os portugueses. Uns patetas, eu incluído.
Neste caso e na situação de miséria em que vivem milhões de portugueses se o lítio chega para Centeno diminuir para um terço a dívida e aumentar 50% os ordenados mais baixos, lá teremos de aceitar os sacrifícios.
Um por todos a bem de Portugal e dos portugueses.
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C.S
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